HINO DO SOITO
Meu lindo Soito, meu torrão bendito
Com seculares castanheiros sem rival
Leiras humildes, casas de granito
E um sol doirado que já aqueceu nossos pais
Nas tuas praças em domingos claros
Dançam à roda raparigas com seus pares
Em tuas eiras, sob o sol de Agosto
Como um tesouro está o teu pão a secar
1- O Soito é grande, mas é muito recatado
Não dá nas vistas com riquezas nem brasões
E paira nele um ar fresquíssimo e lavado
Que acaricia nossos pobres corações
Ao sol e à neve a nossa face escureceu
Somos trigueiros porque o vento nos crestou
Em nossa alma vive ainda a fé singela
Que junto ao lume a nossa mãe nos ensinou
2-Somos os jovens desta terra de planalto
Comemos pão que as nossas mãos sabem ceifar
E o trabalho que para muitos é castigo
É um destino que cumprimos a cantar
Ao sol e à neve a nossa face escureceu
Somos trigueiros porque o vento nos crestou
Em nossa alma vive ainda a fé singela
Que junto ao lume a nossa mãe nos ensinou
Judite Nunes Aristides
«Hino do Soito» (música «Ay Portugal Porque Te Quiero Tanto» – também conhecida por «Estudantina Portuguesa»
12 de Outubro de 1969: cortejo de oferendas a favor do hospital do Sabugal onde pela primeira vez é cantado o hino do Soito, um arranjo de Judite Nunes Aristides.
HISTORIA
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